roberto manzini durante podcast da motorgrid

Alunos de Roberto Manzini que chegaram à Fórmula 1: técnica e aprendizado nas pistas

Entre os alunos de Roberto Manzini estão nomes que chegaram à Fórmula 1, como Tarso Marques, Pedro Paulo Diniz, Felipe Massa, Bruno Senna e Gabriel Bortoleto. A passagem desses pilotos pela escola faz parte de trajetórias distintas, com experiências de aprendizado em diferentes momentos da formação.

No caso de Bortoleto, duas características chamaram a atenção ainda na transição do kart para os carros: a maneira de preparar as curvas e o interesse em analisar dados para compreender o próprio desempenho.

Da escola de pilotagem às categorias de fórmula

Durante entrevista no podcast da Motorgrid Brasil, Roberto Manzini citou esses cinco pilotos ao recordar alunos que passaram por sua escola e alcançaram a Fórmula 1.

Entre os alunos de Roberto Manzini mencionados, Bortoleto teve sua experiência de treinamento detalhada. Ele competia de kart na Europa e precisava fazer um curso antes de seguir para a Fórmula 4. O contato de seu pai com Manzini permitiu conciliar uma turma com a disponibilidade do jovem piloto.

O treinamento começou com duas ou três aulas em um carro de turismo. Depois, um Fórmula 3 foi alugado para que ele também fosse observado ao volante desse tipo de carro. Segundo Manzini, Bortoleto ainda não havia pilotado um Fórmula 3, mas sua maneira de conduzir já se destacava.

A preparação da curva como sinal de habilidade

O que despertou a atenção do instrutor foi a forma como Bortoleto fazia o trecho do S e do Pinheirinho e preparava o carro para o Bico de Pato, uma curva de baixa velocidade.

Na avaliação de Manzini, pilotos inexperientes frequentemente tentam ganhar tempo nesse ponto freando tarde demais. A tentativa acaba exigindo uma ação brusca no volante, fazendo o carro “esfregar” na curva, sem produzir o ganho esperado.

Bortoleto demonstrava outra leitura daquele trecho. A preparação do carro antes da curva foi um dos sinais que levaram o instrutor a perceber algo diferente em sua pilotagem.

Essa lembrança dos alunos de Roberto Manzini mostra um aspecto concreto da avaliação em pista: observar como o piloto organiza suas ações para percorrer uma sequência de curvas, além de acompanhar a velocidade que consegue atingir.

Os dados para entender a perda de desempenho

Já na Fórmula 4, Bortoleto enviava a Manzini informações de telemetria, dados registrados sobre o funcionamento do carro e seu desempenho na pista.

A comparação indicava, segundo o relato, que ele contornava a curva e retomava a aceleração de maneira semelhante à de outro piloto, mas perdia rendimento no meio da reta. Ao analisar essas informações, Manzini atribuiu a diferença ao motor.

Posteriormente, uma batida danificou o bloco do motor, que precisou ser substituído. De acordo com sua lembrança, Bortoleto conquistou a pole position e venceu a corrida com o outro motor.

O episódio destaca o interesse do piloto em investigar o que acontecia na pista. Manzini também associa essa postura ao uso frequente de simuladores e à atenção aos dados, conectando a prática virtual com a experiência no carro.

Entre as histórias dos alunos de Roberto Manzini, a de Bortoleto evidencia essa combinação: sensibilidade ao volante e disposição para estudar o desempenho. Perceber onde o carro perde tempo e buscar uma explicação fazia parte de seu aprendizado.

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